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Filhos Amados do Pai - Por Anderson Oliveira

Filhos Amados do Pai - Por Anderson Oliveira

Filhos Amados do Pai

Considerando todo o processo da vida de Jesus, desde o seu nascimento, fica claro que ele tinha convicção de ser o “filho de Deus”. Ao ser indagado por sua mãe o motivo de não ter seguido com sua família para Nazaré, Ele lhe respondeu: Por que me procuravam? Não sabiam que eu tinha de estar na casa de meu Pai? (Lc 2:49). Com isso, percebemos o quanto Jesus tinha clareza da sua identidade filial, bem como a obra que tinha a realizar. Ele mesmo disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo.4.34). 

O evangelho de Lucas relata um acontecimento surpreendente e sobrenatural na vida de Jesus, que acredito ser um marco em sua vida e em seu ministério. Jesus ao ser batizado, os céus se abrem e o Espírito Santo desce sobre sua cabeça em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo (Lc.3.21-22), mostrando a todos o que Jesus já tinha em seu coração, a convicção, que de fato, Ele era o filho de Deus.

Esta convicção foi essencial para sua vida como filho do homem. Quando Pedro declara: “Tu é o Cristo, o filho do Deus vivo”, Jesus logo identifica que a declaração não vinha do seu discípulo, mas sim, do próprio Pai (Mt 16:17).

Assim também, é necessário que o discípulo de Jesus tenha sua paternidade bem definida em seu coração. Isto fortalecerá a fé e o manterá firme e constante na caminhada com Cristo. Vivemos em uma época de grande insegurança e fragilidade emocional, e isto tem afetado a vida de muitos discípulos. A falta de convicção desta paternidade faz com que as debilidades se aflorem e o discípulo se torne frágil emocionalmente, sendo levado pelo que as pessoas dizem e pensam a seu respeito.

Jesus sabia muito bem quem ele era. Ele ouviu da própria boca de Deus: “Tu és meu filho amado, em quem me comprazo”. Esta certeza permitiu que, mesmo sendo tratado, muitas vezes, de forma grosseira e humilhante, ele permanecesse firme e inabalável. Certa vez, após se indagado pelo religiosos, os escribas disseram abertamente: “Ele está possesso de Belzebu. É pelo maioral dos demônios que expele os demônios”.(Mc 3:22). Imagine, o Cristo, filho de Deus, cheio do  Espírito Santo ser visto como possesso por Belzebu; guiado pelo pai, e visto como dirigido por demônios. Que ofensa! No entanto, isto não o abalava. Já imaginou se Jesus tivesse duvida ou não soubesse quem ele era de verdade, que confusão isso lhe traria?

Jesus ouvia várias coisas a respeito de si mesmo, mas o que importava era o que ele ouvia do Pai e de seus discípulos e amigos.

1.Do Pai ele ouvia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.

2.Dos seus discípulos (amigos) ele ouvia: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.

3.Dos que não o conheciam ele ouvia: Ele está fora de si; Ele tem demônio.

Com o discípulo de Jesus não é diferente. O discípulo precisa compreender quem é que está falando.

1.O que o Pai diz: Como discípulos temos que ter certeza de que somos filhos amados do Pai. Ele nos diz: “Tu és meu filho amado”.

2.O que os discípulos e amigos dizem: Estes sempre reconhecerão a obra que Deus realizou e está realizando em nós. 

3.O que os outros dizem: Aqueles que não conhecem a Deus também não nos conhecerão e muitas vezes farão falso juízo de nós, assim como fizeram com Jesus. Mas o desejo do Pai é que,  assim como Jesus, não tenhamos dúvida daquilo que somos diante Dele. Deus o Pai nos ama de um modo que nunca conseguiremos entender. A própria Palavra nos diz que Deus amou o mundo de “tal maneira...”(Jo 3:16), e é essa “tal maneira” que nos faz apropriarmos de uma identidade filial por meio de Jesus.

Que possamos desfrutar, como discípulos de Jesus, de forma plena este amor que nosso Deus e Pai tem por nós.

Nós amamos porque ele nos amou primeiro 1Jo.4.19

Anderson Oliveira

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